Quanta água nos resta? - COP27

Não é necessário ser uma pessoa ligada à ciência, para poder observar os efeitos que as mudanças climáticas têm sobre a água. Secas, inundações e tempestades, nos últimos 50 anos, causaram mais de um milhão de mortes. A variabilidade do ciclo da água, a elevação do nível do mar, a menor disponibilidade de recursos hídricos mostram que a crise climática é uma crise hídrica e vice-versa.

Nesse sentido, a Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP27) das Nações Unidas, realizada em Sharm el-Sheikh, no Egito, de 6 a 18 de novembro, dedicou um dia para tratar dos principais problemas hídricos. Os líderes mundiais se reuniram para encontrar soluções para a escassez de água, secas, falta de cooperação transfronteiriça e a necessidade de melhorar os sistemas de alerta precoce.

Quanta água potável existe na Terra?

1386

millones de km3

É a quantidade de água que nosso planeta possui. Não diminuiu nem aumentou nos últimos 2 bilhões de anos.

97%

É água salgada. Apenas 2,5% é água doce, dos quais quase 70% estão congelados nas geleiras e cerca de 30% na umidade do solo e aquíferos. 1% está em bacias hidrográficas.

0.007%

Da água existente na Terra, ela é potável. E essa quantidade é reduzida ano após ano devido à poluição.

"O mundo está atento e tem uma mensagem simples para todos: mantenham-se fortes e comprometidos. Entregar o tipo de Ação Climática significativa que é extremamente necessária"

António Guterres,Secretário-Geral da ONU.

Água e mudanças climáticas

Os números do ODS 6 indicam que a escassez de água afeta mais de 40% da população mundial. Isso significa que mais de 2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso regular à água potável.

Mas não é apenas um problema de água como recurso. A este problema devemos também acrescentar que mais de 90% dos desastres estão relacionados com a água. O último relatório do Grupo Intergovernamental de Especialistas em Mudanças Climáticas já alertava que nos próximos anos haveria uma intensificação do ciclo da água.

Você também pode estar interessado em: Plástico: todo problema é uma oportunidade

O que aconteceu na COP27?

Como parte da solução, a COP27 lançou a Iniciativa de Ação para a Resiliência e Adaptação da Água (AWARe). Seu objetivo é apoiar políticas relacionadas à água, fornecer meios para implementação, compartilhamento de conhecimento e capacitação de campo.

Nesta edição da COP, os representantes voltaram a discutir a segurança hídrica e o desenvolvimento sustentável. O foco foi colocado especialmente nos países que sofrem maior exposição às consequências das mudanças climáticas.

“O mundo está atento e tem uma mensagem simples para todos: mantenham-se fortes e comprometidos. Entregue o tipo de Ação Climática significativa que é extremamente necessária.”, declarou António Guterres, Secretário-Geral da ONU, no último dia da COP27.

As ações para a mudança climática devem se concentrar na água com mais intensidade e urgência do que nunca. Mas com comprometimento real de todos os governos, empresas e comunidades.

"Devemos reduzir o consumismo. A demanda por água aumenta cada dia mais, e pensamos que é devido ao aumento da população, mas não é só isso. Acontece que a cada dia, cada indivíduo consome mais água, não só o necessário, mas para fazer um celular, é preciso água, assim como para a produção de roupas, etc. (...) Temos que viver de forma diferente".

Néstor Jaime Ocampo Giraldo, ecologista.

Fuentes:

    1. onuhabitat.org.mx
    2. news.un.org
    3. unesco.org


A 3M integrará sustentabilidade em cada novo produto

Sustanability Cards

Sustainability Cards

Em poucas palavras, a sustentabilidade é garantir as necessidades do presente, sem comprometer as gerações futuras. Muitas vezes existe a crença de que o desenvolvimento sustentável se refere apenas ao meio ambiente. Esta é uma concepção equivocada.

A sustentabilidade visa combater as desigualdades dentro e entre países, construir sociedades pacíficas, justas e inclusivas, proteger os direitos humanos e promover a equidade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas, e assegurar a proteção duradoura do planeta e de seus recursos naturais.

Para aumentar a conscientização destes objetivos, criamos Sustainability Cards, onde apresentamos estatísticas, ideias e informações úteis.

Leia-os, compartilhe-os e contribua também.

Em 2021, as emissões de dióxido de carbono atingiram o nível mais alto de todos os tempos e chegaram a 36,3 bilhões de toneladas.

Fonte: AIE - Agência Internacional de Energia.

A indústria de transporte é responsável por 14% de todo o CO2 emitido globalmente.

Fonte: IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU.

Quais são os principais desafios e oportunidades em relação à eletrificação do transporte de carga?

Descubra

O país com as maiores emissões de CO2 por pessoa é o Qatar.

Fonte: EDGAR - Banco de Dados de Emissões para Pesquisa Atmosférica Global.

Leia os resultados do Relatório de Sustentabilidade de 2022 da 3M

Leia os resultados do Relatório de Sustentabilidade de 2022 da 3M

A cada ano, apresentamos nosso Relatório de Sustentabilidade para comunicar à nossa comunidade, clientes, funcionários e parceiros como estamos progredindo em direção a nossas metas para um futuro melhor. Conheça todas as ações que estamos realizando na 3M para um futuro mais sustentável.

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Falso ou real? Descubra se você pode detectar uma notícia falsa.

¿Falso ou real? Descubra se você pode identificar uma notícia falsa.

85% das pessoas acreditam que há desinformação generalizada nas notícias tradicionais e/ou nas redes sociais (SOSI 2022). Isto significa que está se tornando cada vez mais difícil saber se as informações que consumimos são reais ou não. 

Faça este quiz e descubra se você pode identificar notícias falsas.

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Precisamos de toda diversidade possível na ciência para um futuro sustentável

Você acha que sua profissão está relacionada com a ciência?

Foi assim que nossos assinantes responderam.

Engenheira química com PhD na área, Jayshree Seth tem como missão na empresa desenvolver adesivos mais potentes e sustentáveis, mas também espalhar sua paixão por ciência para todo o mundo.

Nascida na Índia, Jayshree Seth vive hoje nos Estados Unidos com seu marido e dois filhos, um rapaz de 23 anos e uma jovem de 19. Simpática e comunicativa, Jayshree parece… uma cientista.

Como, aliás, qualquer pessoa que queira pode parecer, independentemente de gênero, raça, etnia e orientação sexual. E é provar isso uma das lutas diárias de Jayshree, uma engenheira química com PhD na área que trabalha há 28 anos na 3M.

Detentora de 72 patentes (você leu certo), Jayshree ocupa dois cargos hoje na empresa. Como Cientista Corporativa ela trabalha com outros engenheiros e cientistas para criar fitas e adesivos de uso industrial mais resistentes, versáteis e sustentáveis.

Já como Defensora-Chefe da Ciência, cargo criado e oferecido a ela em 2018, sua missão é ajudar pessoas, sejam elas como forem, a apreciarem, valorizarem – e, por que não? – seguirem o caminho da ciência.

Jayshree bateu um papo inspirador conosco no qual falou sobre seus desafios, missões, interesses e crenças. Abaixo você pode conferir a entrevista na íntegra.

Em 2018, a 3M criou o cargo de Defensora-Chefe da Ciência, o que não é muito comum (ao menos aqui no Brasil). Como foi esse movimento e por que a companhia fez isso?

Na 3M, ciência é nosso foco, é nossa característica mais marcante, é o que une nossos negócios e é a força fundamental por trás de nossa marca: “Ciência 3M. Aplicada à Vida”. A ciência é importante para nós e queríamos entender qual era a percepção global em torno da ciência, mas não encontramos nenhum estudo que fosse relativamente recente e de natureza global, então contratamos um. Fizemos uma pesquisa em 14 países, com 1000 entrevistados por país e, quando estudamos os resultados, ficou claro que a ciência precisava de campeões – ela era subestimada, bastante invisível e desprezada pelo público global.

Portanto, optamos por compartilhar nossa pesquisa com o mundo e fomentar um diálogo global em torno desse assunto.

Divulgamos os resultados do primeiro Índice do Estado da Ciência [Sosi] em 2018 e meu papel como a primeira Defensora-Chefe da Ciência da empresa também foi anunciado. Desde então, temos feito a pesquisa todos os anos e, com a pandemia, o ceticismo em torno da ciência diminuiu e a confiança na ciência e nos cientistas aumentou. É muito reconfortante ver isso, porque às vezes você apenas ouve o que uma minoria vocal diz. De forma geral, descobrimos que, globalmente, a ciência está realmente em seu momento!

Afinal, a ciência teve um lugar proeminente na história da pandemia.

A ciência tem sido a heroína, na vanguarda, com medidas preventivas, novos tratamentos e vacinas eficazes – tudo desenvolvido usando metodologia científica sólida, baseada em dados, por uma comunidade diversa de profissionais dedicados. É disso que a ciência precisa: uma comunidade diversa, para que possamos resolver problemas e melhorar vidas. E o salto na apreciação da ciência continuou, segundo nossos resultados das pesquisas em 17 países em 2021. “Esperança” é atualmente o sentimento que define a ciência. Devo mencionar que os leitores devem verificar todos os resultados ao longo dos anos de nossa pesquisa sobre a percepção pública da ciência.

Qual é sua estratégia para esse papel único de Defensora-Chefe da Ciência e em quais atividades você está envolvida?

Depois de revisar os dados da primeira rodada do Índice do Estado da Ciência  da 3M, ler sobre o tópico a respeito da ciência e do público e refletir sobre minhas próprias experiências, eu dividi o problema no que chamo de maneira simplista de A, B e C. A é sobre como aumentar a consciência, a apreciação e o reconhecimento da ciência para que possamos tirar as pessoas desse tipo de apatia. B é sobre quebrar os vieses, limites, barreiras – crenças como “Eu não sou um gênio, então não posso fazer ciência”, o neuromito do cérebro esquerdo-cérebro direito que leva a “Eu simplesmente não estou conectado à ciência” ou “Eu sou menina, ciência não é para mim”. Todos esses são problemas – alguns eu mesmo experimentei.

Por exemplo, apesar de ter dois cientistas PhD em casa, minha filha disse que não queria fazer ciência porque isso era coisa para geeks.

Vemos o retrato da ciência na mídia – a imagem de nerds, solitários, rebeldes e gênios não vão inspirar meninas ou meninos. Portanto, temos que endereçar isso. E, finalmente, C: temos que nos concentrar no contexto e defender a ciência – precisamos comunicar que os cientistas resolvem problemas e que a ciência pode melhorar vidas. Sei por experiência própria como o contexto foi importante para minha filha, enquanto o conteúdo foi suficiente para motivar meu filho. Em meu trabalho, viajo pelo mundo apresentando as descobertas e as iniciativas que empreendemos nas categorias acima, à medida que os dados dessa pesquisa são disponibilizados todos os anos.

Interajo com alunos, educadores, pais, mentores, acadêmicos, funcionários e profissionais e apresento descobertas em conferências, simpósios e eventos.

Também escrevo muito sobre tópicos relevantes para nossa plataforma de advocacy. Queremos criar um mundo positivo com a ciência e inspirar outros a se juntarem a nós, então também criamos programas na 3M para defender as carreiras STEM [relacionadas à ciência, tecnologia, engenharia e matemática]. Nosso projeto mais recente é uma docussérie, Não Pareço Cientista”, que visa quebrar estereótipos jogando luz sobre as histórias de diversas mulheres em STEM. Em anos anteriores, fizemos “Campeões da Ciência”, um podcast em que dividimos os resultados com líderes e “Além da Taça”, uma série de vídeos para retratar cientistas diversos como pessoas reais. Compilamos também um “Guia para Cientistas como Contadores de Histórias” para ajudar os cientistas a se comunicar com o público leigo. Estamos sempre procurando causar um impacto em relação a todo o espectro STEM. Por exemplo, em 2020, criamos “Ciência em Casa”, onde eu, meus colegas cientistas e alguns convidados especiais gravamos vídeos de experimentos científicos fáceis de fazer que alunos, professores e pais podem acompanhar.

Como você disse, garotas normalmente não são encorajadas para serem cientistas. Quais você acredita que são alguns dos desafios enfrentados pelas mulheres em carreiras STEM?

Bem, há desafios em todo o espectro, na verdade – simplesmente porque tudo foi amplamente elaborado por homens, então parece muito voltado a eles, começando por como falamos, ensinamos, treinamos, monitoramos e até tipificamos o campo com um contexto muito masculino. O estereótipo cultural do cientista como alguém objetivo, racional e obstinado é muito consistente com as normas prescritas para os homens.

Por ser um contexto masculino, muitas vezes as mulheres se sentem penalizadas por trabalhar em campos dominados por homens, e elas não são bem-vindas nesses ambientes.

Na verdade, também foi demonstrado que isso leva a uma disputa interna constante que pode causar sofrimento psicológico.

Há muito estudo sobre como isso pode se manifestar em locais tão dominados por homens. Pode haver mais discriminação, assédio, disparidade de pagamento, isolamento social e exclusão de discussões acadêmicas por serem vistas como estranhas. Há microagressões e há simbolismo. As mulheres podem sentir maior pressão para performance porque são em menor número – portanto, altamente visíveis. Além disso, elas também carregam a tremenda responsabilidade de se tornarem mentoras e modelos para todas as mulheres, o que afeta seu tempo com demandas e contribuições que os homens podem não apreciar ou realmente compreender.

Também se espera que as mulheres representem as “mulheres” como um grupo.

E há o enorme problema de que as percepções de mulheres individuais são filtradas por estereótipos sobre todo o seu gênero. Portanto, a sub-representação numérica final e os estereótipos negativos contribuem para os desafios das mulheres em STEM, e podem empilhar o sistema contra elas e impactá-las desproporcionalmente ao longo de suas carreiras. É por isso que estou animada com a série de documentários da 3M Não Pareço Cientista” – estamos quebrando os estereótipos e promovendo a igualdade de gênero.

Histórias como a sua, que está no documentário, são geniais. O que exatamente você espera conseguir com "Não Pareço Cientista"?

Espero que seus leitores tenham a chance de ver minha história no documentário. Tenho a honra de ser uma das cientistas apresentadas nele. Com ele, pretendemos informar, influenciar e, esperançosamente, inspirar. A ciência precisa de mais meninas que queiram mudar o mundo e resolver problemas reais. Precisamos de mais pessoas com objetivos e aspirações voltadas para a comunidade em STEM do que antes, com todos os desafios de sustentabilidade que temos pela frente. Para todas as jovens que se perguntam se devem considerar a ciência ou deixá-las porque as carreiras de humanas podem parecer mais intuitivas, eu lhes faço meu discurso.

O verdadeiro truque é SHTEM – Ciências, Humanidades, Tecnologia, Engenharia e Matemática, então venha com essa mentalidade tão necessária.

Para todas as mulheres profissionais em STEM ou aquelas que estão prestes a começar e se perguntam se podem ter sucesso em uma carreira corporativa, gosto de dizer que elas podem mudar a rubrica, devem alterar as métricas e vão transformar a ótica de quem entra, persiste e se destaca em STEM. Não deixe que os estereótipos a impeçam.

Os últimos dois anos nos mostraram que muitas coisas precisam mudar, mas para mudar o campo da ciência você não precisa mudar.

A ciência precisa que você seja você! Precisamos de toda a diversidade que pudermos reunir na ciência para desvendar criativamente os segredos para um futuro sustentável. Todos nós “parecemos cientistas”, podemos ter diferentes caminhos e experiências. Não importa qual seja sua raça, etnia, idade ou nacionalidade – você pode abrir caminhos, perseguir suas paixões, trazer seus interesses e moldar sua carreira com um potencial exponencial.

O que a inspirou a escrever seu livro The Heart of Science: Engineering Footprints, Fingerprints, & Imprints (“O coração da ciência: pegadas, impressões digitais & impressões de engenharia”, em tradução livre, ainda inédito em português), lançado em novembro de 2020?

O ano de 2020 foi totalmente sem precedentes – praticamente toda a humanidade enfrentando os mesmos desafios, os mesmos medos e esperando o mesmo presente da ciência na vacina. Foi também um ano que desmascarou a natureza invasiva do vírus que é o racismo sistêmico. O despertar social foi catalisado e cristalizado talvez devido aos eventos crus e reveladores que ocorreram em nosso estado de Minnesota [a morte de George Floyd], sem mencionar o impacto desproporcional do coronavírus nas comunidades negras.

Então, assim como muitos outros em 2020, eu também passei pelo ciclo de choque, entorpecimento, negação, raiva, medo, pânico, culpa, gratidão e esperança – e então o desejo intenso de ajudar e de produzir com propósito.

Eu tinha essa compulsão visceral de fazer algo sozinha, então cavei fundo no que chamo de meus próprios bolsões de privilégio e tomei algumas ações. Uma delas foi colocar todos os meus ensaios sobre trabalho, vida, carreira, liderança, mulheres, ciência e parentalidade em um livro publicado pela Sociedade de Mulheres Engenheiras (SWE). Eu o intitulei “O coração da ciência: pegadas, impressões digitais & impressões de engenharia” porque, na minha opinião, uma jornada de carreira não envolve apenas objetivos como para onde você vai e o que você faz, mas também os relacionados à comunidade e às marcas que você pode deixar em corações e mentes.

Todos os rendimentos vão para uma bolsa de estudos para mulheres da minoria sub-representada em STEM.

Sinto fortemente que aqueles em profissões STEM têm um papel importante na definição do futuro do mundo, e não podemos não ter uma representação adequada de mulheres e minorias. Estou muito animada para informar aos leitores que a primeira bolsista, uma jovem negra, já começou sua jornada com recursos das vendas. Portanto, espero que seus leitores apoiem a causa encomendando o livro da Amazon, para que possamos todos estar no coração de iniciar um capítulo STEM na vida de alguém e, assim, projetar nosso futuro coletivo. Não é apenas o que as pessoas tiram do livro – elas também estão dando algo quando compram o livro.

A marca de 72 patentes é impressionante. Como é seu processo de inovação e quais são as patentes que mais a deixam orgulhosa?

Para mim, a inspiração geralmente começa com a compreensão de necessidades e tendências. Uma boa perspectiva sobre para onde o mercado está caminhando e o que os clientes vão precisar ajuda a identificar oportunidades de inovação. Muitas vezes, o processo começa com a construção de uma narrativa convincente que, primeiro, convença a mim mesma de que vale a pena resolver aquele problema. Chamo isso de “processo de construção de mosaico” – juntar a história peça por peça para entender a imagem que surge.

Olho para os produtos e soluções que estão disponíveis, para a jornada do consumidor e onde estão suas dores, a evolução do mercado e os motivadores atuais, o cenário tecnológico, as descobertas mais promissoras etc.

E as novas ideias e conceitos aparecem. Então, eu trabalho para identificar as lacunas que temos para concretizar essa nova ideia e para colaborar com outros para desenvolver a tecnologia necessária para a criação desse próximo produto inovador que resolve os problemas de nossos consumidores e satisfaz uma necessidade do mercado. A inspiração para a inovação é abundante, especialmente em tempos de transformação como os que estamos vivendo. Ela pode vir quando se foca na direção da estratégia interna de inovação, do feedback do cliente para conceitos e protótipos, da compreensão de suas necessidades não articuladas ou de oportunidades de melhoria para ofertas existentes. Pode vir também da observação de fatores externos, como tecnologia ou negócios a partir das necessidades e tendências do mercado em evolução, que podem criar ou alterar o que o cliente deseja.

É claro, as ideias podem vir por acaso. A serendipidade e a intuição desempenham um papel, mas o acaso sempre favorece uma mente preparada.

No que diz respeito às patentes das quais mais me orgulho – diria que todas são muito especiais para mim – não se trata exatamente das patentes, mas dos problemas que resolvemos e das pessoas com quem trabalhei. Em todos os casos, as ideias e a implementação da inovação são mais eficazes quando apoiadas em boas informações contextuais, percepções sólidas do cliente e ciência rigorosa.

Acredito que você esteja sempre trabalhando em novos projetos ou os evoluindo. Você pode dizer por que você ama a ciência e o que acha mais gratificante em ser uma cientista?

Eu amo a arte da ciência! Eu amo a beleza do método científico – amo seus mistérios, seus dramas e como é intrigante. Vivo para os desafios e a satisfação de encontrar problemas relevantes e criar para eles soluções que vão ajudar nossos consumidores. Para mim, é como o jornalismo investigativo no começo: encontrar e revelar informações. Depois, é como um trabalho de detetive: fazer uma série de perguntas, rastrear e observar as pistas. E então, finalmente, juntar todas essas peças como um artista e ver o mosaico que acabei de construir – para então desenvolver uma narrativa convincente disso tudo.

Posso ser como uma contadora de histórias, para conseguir convencer você e os outros que aquele é um problema que merece ser solucionado.

É também sobre apresentar o caso como um advogado e inspirar outras pessoas a se juntar à causa como uma verdadeira líder. A ciência envolve trabalhar como uma equipe de artesãos em uma obra específica e usar as ferramentas corretas para identificar os tijolos necessários para resolver aquele desafio – e então fazer a ciência avançar no laboratório para inventar as soluções técnicas. Você pode imaginar ainda outras coisas. O método científico tem isso tudo. Não importa se meu trabalho está nas fitas que mantêm as fraldas em bebês agitados ou fitas que vão em telefones ou fitas que vão em aviões, trens, automóveis – é sempre uma história que gruda. E estou animada para trabalhar em muitas outras inovações.

De acordo com um estudo realizado pela Microsoft em 2018, 5 recomendações foram identificadas para aumentar o interesse de meninas e adolescentes pelas carreiras científicas e tecnológicas.

Leia completo

Conheça as histórias de quatro mulheres cientistas que desafiam os estereótipos, rompem preconceitos, enfrentam a discriminação e empurram limites para mostrar o que é possível.

assistir documentário


25 Mulheres na Ciência: América Latina 2022 [Vencedoras]

No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, e pelo segundo ano consecutivo, a 3M reconhece as 25 mulheres cientistas vencedoras da edição de 2022 do programa “25 Mulheres na Ciência: América Latina”. Esta iniciativa busca reduzir a brecha de gênero, conseguir maior acesso às disciplinas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e garantir maior diversidade nestas áreas – motivando e capacitando assim mais meninas, jovens e mulheres a trabalhar nestas disciplinas.

A segunda edição de “25 Mulheres na Ciência: América Latina” teve convocatória de 4 a 31 de outubro de 2021. Foram recebidas mais de 550 candidaturas, analisadas por um júri de destaque formado por acadêmicos, líderes e/ou especialistas como Maria Velez, Guillemo Anlló, Marcela Flores, Ana Frattini, Dra. Kelly Cristina Stéfani, Carolina Torrealba Ruiz, Viridiana Tejada, Karla Mayolo, Dra. Silvia Torres, Ali Guarneros Luna, Dra. Sara Purca, Dr. Juan M Pascale e Dr. Bruno Hammerschlag.

Cientistas Vencedoras 2ª edição

Elas são as cientistas que, com suas histórias e projetos inspiradores, geraram um impacto social e contribuem para melhorar a vida das pessoas na América Latina.

4


Colômbia

6


Brasil

1


Perú

2


Panamá

2


Costa Rica

6


México

3


Chile

1


Argentina

Cientistas Vencedoras 2ª edição

Elas são as cientistas que, com suas histórias e projetos inspiradores, geraram um impacto social e contribuem para melhorar a vida das pessoas na América Latina.

E-book 25 Mulheres na Ciência América Latina 2022

A 3M apresenta o E-book “25 Mulheres na Ciência: América Latina 2022”, que além de ser um reconhecimento às 25 mulheres cientistas que participaram desta iniciativa, é também uma plataforma para ampliação destas histórias inspiradoras, e que se destacaram nos últimos anos por suas carreiras, projetos e trabalhos com impacto social na região.

Baixe o E-book com as histórias das 25 Mulheres na Ciência: América Latina 2022 e assine nossa Newsletter preenchendo o formulário.

Marcelo Oromendia

Country Governance Vicepresident 3M Brasil e América Latina

“A ciência melhora vidas. Ela torna o mundo mais seguro, mais sustentável e melhor para todos. Desde 2018, a 3M tem realizado o Índice do Estado da Ciência, uma pesquisa global para avaliar a percepção do público sobre a ciência. Os resultados desta pesquisa são fascinantes porque mostram que as pessoas acreditam como é importante ter mais mulheres no campo científico. Na 3M, acreditamos que com iniciativas como o programa 25 Mulheres na Ciência – América Latina, podemos não apenas reconhecer as contribuições dessas grandes mulheres cientistas, mas também semear gerações futuras com interesse nas carreiras STEM. Com quatro filhas científicas, acredito que a diversidade é o elemento chave para nossos desafios atuais e qualidade de vida futura”.

Jayshree Seth

Cientista e Embaixadora da Ciência na 3M

“A ciência precisa de mais jovens que queiram mudar o mundo e resolver desafios reais. Mais do que nunca, precisamos de mais pessoas com metas e aspirações orientadas para a comunidade STEM e todos os desafios de sustentabilidade que enfrentamos. Para todas as mulheres jovens que se perguntam se devem considerar a ciência ou abandonar ela porque as humanidades parecem mais familiares, para todas as mulheres profissionais STEM ou para aquelas que estão prontas para começar e se perguntam se podem ter sucesso em uma carreira na área, eu gosto de lhes dizer que vocês podem mudar essa história, mudar as estatísticas e transformar a perspectiva daqueles que entram, persistem e se destacam na STEM. Não deixe que os estereótipos difundidos detenham você”.

Marcelo Oromendia

Country Governance Vicepresident 3M Brasil e América Latina

“A ciência melhora vidas. Ela torna o mundo mais seguro, mais sustentável e melhor para todos. Desde 2018, a 3M tem realizado o Índice do Estado da Ciência, uma pesquisa global para avaliar a percepção do público sobre a ciência. Os resultados desta pesquisa são fascinantes porque mostram que as pessoas acreditam como é importante ter mais mulheres no campo científico. Na 3M, acreditamos que com iniciativas como o programa 25 Mulheres na Ciência – América Latina, podemos não apenas reconhecer as contribuições dessas grandes mulheres cientistas, mas também semear gerações futuras com interesse nas carreiras STEM. Com quatro filhas científicas, acredito que a diversidade é o elemento chave para nossos desafios atuais e qualidade de vida futura”.

Jayshree Seth

Cientista e Embaixadora da Ciência na 3M

“A ciência precisa de mais jovens que queiram mudar o mundo e resolver desafios reais. Mais do que nunca, precisamos de mais pessoas com metas e aspirações orientadas para a comunidade STEM e todos os desafios de sustentabilidade que enfrentamos. Para todas as mulheres jovens que se perguntam se devem considerar a ciência ou abandonar ela porque as humanidades parecem mais familiares, para todas as mulheres profissionais STEM ou para aquelas que estão prontas para começar e se perguntam se podem ter sucesso em uma carreira na área, eu gosto de lhes dizer que vocês podem mudar essa história, mudar as estatísticas e transformar a perspectiva daqueles que entram, persistem e se destacam na STEM. Não deixe que os estereótipos difundidos detenham você”.

Um troféu, um diploma e uma ilustração feita por renomadas artistas mulheres da América Latina.

Visibilidade do projeto na Imprensa da América Latina e nas redes sociais da 3M.

Apresentação de seu projeto na publicação do livro e e-book “25 Mulheres na Ciência 2022 – 2ª edição”.

Acesso a um curso da EGADE Business School.

Um troféu, um diploma e uma ilustração feita por renomadas artistas mulheres da América Latina.

Visibilidade do projeto na Imprensa da América Latina e nas redes sociais da 3M.

Apresentação de seu projeto na publicação do livro e e-book “25 Mulheres na Ciência 2022 – 2ª edição”.

Acesso a um curso da EGADE Business School.

Saiba mais sobre esta edição de 25 Mulheres na Ciência.

Saiba mais sobre esta edição de 25 Mulheres na Ciência.


Dê os Parabéns às Cientistas!

Seja parte desta celebração!

Como parte da segunda edição de 25 Mulheres na Ciência, queremos lhe convidar a compartilhar uma mensagem sobre o papel da mulher e sua relevância no universo da ciência.

Deixe mensagem o e parabenize nossas vencedoras!

Seja parte desta celebração!

Como parte da segunda edição de 25 Mulheres na Ciência, queremos lhe convidar a compartilhar uma mensagem sobre o papel da mulher e sua relevância no universo da ciência.

Deixe mensagem o e parabenize nossas vencedoras!

“Parabéns a todas essas grandes profissionais que fizeram contribuições ainda maiores para o mundo da ciência através de seus esforços. Que sua dedicação conduza a projetos mais inovadores.”

Sofía Guerrero

“O que o mundo precisa é de mais mulheres cientistas!
Felicitações a cada uma das participantes, mas também à 3M por esta iniciativa que nos ajuda a tornar a ciência mais visível. Que isto sirva de inspiração para todas as futuras mulheres cientistas!”

Marcela León

“Parabéns a cada uma das mulheres cientistas que fizeram parte de “25 Mulheres na Ciência”, seus nomes serão gravados na história da América Latina, desejo muito sucesso a todas!”

Yusef Pichardo

“Parabéns a todas essas grandes profissionais que fizeram contribuições ainda maiores para o mundo da ciência através de seus esforços. Que sua dedicação conduza a projetos mais inovadores.”

Sofía Guerrero

“O que o mundo precisa é de mais mulheres cientistas!
Felicitações a cada uma das participantes, mas também à 3M por esta iniciativa que nos ajuda a tornar a ciência mais visível. Que isto sirva de inspiração para todas as futuras mulheres cientistas!”

Marcela León

“Parabéns a cada uma das mulheres cientistas que fizeram parte de “25 Mulheres na Ciência”, seus nomes serão gravados na história da América Latina, desejo muito sucesso a todas!”

Yusef Pichardo

Sem barreiras, seu potencial não tem limites

Saiba mais sobre as mulheres cientistas que, com suas histórias e projetos inspiradores, geram um impacto social e contribuem para melhorar a vida das pessoas na América Latina.

Conheça as vencedoras

Sem barreiras, seu potencial não tem limites

Saiba mais sobre as mulheres cientistas que, com suas histórias e projetos inspiradores, geram um impacto social e contribuem para melhorar a vida das pessoas na América Latina.

Conheça as vencedoras

E-book 25 Mulheres na Ciência América Latina 2022

A 3M apresenta o E-book “25 Mulheres na Ciência: América Latina 2022”, que além de ser um reconhecimento às 25 mulheres cientistas que participaram desta iniciativa, é também uma plataforma para ampliação destas histórias inspiradoras, e que se destacaram nos últimos anos por suas carreiras, projetos e trabalhos com impacto social na região.

Baixe o E-book com as histórias das 25 Mulheres na Ciência: América Latina 2022 e assine nossa Newsletter preenchendo o formulário.


O que acontecerá com a segurança rodoviária em 2022?: 3M Global Transportation Safety Survey

Planejando uma longa viagem de carro em 2022?

À medida em que o mundo retomar seu ritmo habitual, nos prepararemos para voltar a viajar. A segurança rodoviária e as condições das estradas voltam a ser uma grande preocupação para a maioria dos viajantes.

​​De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a cada 24 segundos, uma pessoa em todo o mundo morre em acidente no trânsitosão mais de 1,3 milhão de vítimas a cada ano. Ainda segundo a OMS, em 2020, o Brasil estava em quinto lugar entre os países que quebraram recordes de fatalidades no trânsito, precedido pela Índia, China, EUA e Rússia, seguido pelo Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito.

A cada 24 segundos, uma pessoa morre em um acidente de trânsito em todo o mundo.

Fonte: Organização Mundial da Saúde.

3M Pesquisa Global de Segurança no Transporte

Pela importância do tema e por ser uma pioneira na área de segurança viária, a 3M encomendou uma pesquisa global, envolvendo 11 países, com foco no transporte e na segurança rodoviária, chamada “Pesquisa Global de Segurança no Transporte”.

 A pesquisa visa descobrir percepções das pessoas sobre questões e preocupações relacionadas à segurança rodoviária, bem como opiniões sobre o estado atual da segurança do transporte em diferentes países e comunidades.

Conheça mais sobre nossa Pesquisa de Segurança Viária

Segundo os brasileiros

No Brasil, quase metade dos entrevistados pretende fazer uma viagem nos próximos seis meses (42%), sendo que 54% devem viajar no final do ano.

66%


tem a intenção de se locomover de carro.

69%


estão preocupados com a segurança quando transitam fora de sua região.

63%


têm um membro da família ou amigo próximo que morreu ou ficou gravemente ferido em uma colisão de trânsito.

As cinco principais preocupações dos brasileiros na estrada incluem:

Motoristas mandando mensagens de texto ou falando ao telefone enquanto dirigem (93%)
Negligência de outros motoristas (90%)
Visibilidade noturna (87%)
Mau tempo (87%)
Estradas curvas ou curvas fechadas (86%)

Interessante, certo?

Baixe a versão do infográfico e compartilhe-a

BAIXAR INFOGRÁFICO

Paula Abreu

Relações Institucionais da divisão de Segurança do Trânsito da 3M na América Latina

“Os resultados da pesquisa global reafirmam que a melhoria da segurança nas vias públicas, urbanas e rodoviárias e do transporte em todo o mundo deve permanecer como prioridade máxima, especialmente à medida que o número de colisões de trânsito aumenta. A segurança nas vias públicas deve ser orientada pela visão da prevenção: o conceito das “estradas que perdoam”. Prevenir acidentes e fatalidades no trânsito não só é possível e necessário, como também economicamente viável, uma vez que ainda contribui com reduções de gastos na saúde, para tratamento dos vitimados, e previdência social, com afastamento de emprego ou previdências precoces”.

3M soluções de segurança no transporte 

Há mais de 80 anos, a Divisão de Segurança no Transporte da 3M começou a desenvolver a tecnologia refletiva e instalou o primeiro sinal de trânsito com material refletivo. Desde então, as tecnologias da empresa têm sido aperfeiçoadas e utilizadas para produzir materiais de alto desempenho que contribuem para melhorar a visibilidade e gerar maior atenção em estradas e rodovias, áreas urbanas, passagens de pedestres, zonas escolares, entre outros e, consequentemente, proporcionando maior segurança às pessoas.

Estudos demonstraram que onde há sinais mais visíveis, o número de acidentes diminuiu em até 46% em três a seis anos.

As películas refletivas, tintas, faixas e outras soluções da 3M aumentam a visibilidade e o reconhecimento desses sinais pelo motorista. 

As marcações de pavimento ajudam a orientar os motoristas e a manter as estradas seguras, mas em condições escuras e úmidas, as marcações padrão de pavimento podem desbotar. A tecnologia reflexiva da 3M torna as marcações da estrada visíveis a partir de distâncias maiores e mesmo em condições úmidas


Victor Cabrera

Diretor da Divisão de Segurança Viária da 3M América Latina e diretor da Campanha Global para Áreas Escolares

“O uso de marcações e sinais refletivos no pavimento melhora a detecção e a visibilidade. Uma estrada marcada é identificada mais rapidamente do que uma estrada não marcada, dando aos motoristas mais tempo para manobrar com segurança e apoiando um maior reconhecimento de outros veículos. Isto se traduz em menos acidentes de trânsito, maior segurança para os motoristas e seus passageiros e maior segurança para outros usuários das estradas”.

Construindo Estradas Seguras em Áreas Urbanas em Crescimento

A população urbana mundial cresceu de 751 milhões de pessoas em 1950 para mais de 4,2 bilhões em 2018 – 55% do total da população mundial. As projeções mostram que até 2050, cerca de 68% da população mundial viverá em áreas urbanas, adicionando mais 2,5 bilhões de pessoas às cidades.

A urbanização pode oferecer grandes benefícios para as pessoas, no entanto, com quase 7 bilhões de pessoas dividindo espaço em áreas urbanas, os planejadores urbanos têm alguns grandes desafios pela frente. Entre eles está a forma como as pessoas se movimentarão e sua segurança ao fazer isso.

Projetando estradas mais seguras

A melhoria da segurança rodoviária em áreas urbanas começa com a concepção de estradas mais intuitivas e tolerantes que ajudam a aumentar a visibilidade para os usuários vulneráveis das estradas, implementar estratégias para acalmar o trânsito, reduzir os pontos de risco entre meios de transporte e ajudar todos os viajantes a dirigir com segurança em diferentes situações.

A Administração Rodoviária Federal (FHWA) na American Association propôs várias medidas de segurança, incluindo a instalação de faixas dedicadas à esquerda e à direita nos cruzamentos, o uso de outros dispositivos de segurança rodoviária para aumentar a visibilidade das faixas de pedestres e o uso de materiais reflexivos nos sinais de trânsito e nas marcações do pavimento.

Área Escolar Segura

Por mais de 80 anos, a 3M vem trabalhando em comunidades ao redor do mundo para tornar as ruas mais seguras para todos, com a missão de levar as famílias para casa com segurança. Nosso mais recente projeto Área Escolar Segura ajuda a promover esta missão, utilizando as tecnologias da 3M
para melhorar 100 áreas escolares através da renovação de faixas de pedestres e sinalização com materiais refletivos 3M. Além disso, a 3M também continuará impulsionando a melhoria dos padrões de segurança rodoviária.

Alberto Lopez, do México, leva sua sobrinha Itzel à escola sempre que pode. Quando lhe perguntámos como era o caminho de Itzel para a escola, Alberto disse: “Bom, definitivamente não é o mais seguro.

Todos os dias ao redor do mundo, crianças como a sobrinha de Alberto têm que viajar em estradas inseguras para chegar à escola. Com rotas que passam por interseções não marcadas em áreas concorridas, as famílias podem ter muito medo de mandar seus filhos à escola.

“Atravessamos várias ruas, várias delas são muito grandes e concorridas, e não temos a educação de segurança rodoviária adequada na cidade ou na área em que vivemos”

Alberto atua como membro da Associação de Pais na escola de Itzel para exigir maiores medidas de segurança em suas áreas escolares. “O que estamos tentando fazer é criar um sistema onde a escola trabalhe em conjunto com o governo local para criar uma sinalização adequada, porque não a
temos.

Mas muitas vezes, as comunidades precisam de mais apoio quando se trata de implementar essas mudanças. O projeto Área Escolar Segura da 3M está atendendo a esta necessidade em comunidades ao redor do mundo.

Apesar destes desafios, ele continua determinado a fazer a diferença para Itzel e para a comunidade.

“Queremos que nossos filhos e filhas não só sejam felizes por irem à escola, mas que sejam felizes, porque estão seguros quando vão à escola”

Ajudar a garantir essa segurança para a comunidade pode ser alcançado aumentando a sinalização e a visibilidade em torno das áreas escolares. Algo em que Alberto e a 3M estão trabalhando juntos.

Victor Cabrera, Diretor Global da Divisão de Segurança dos Transportes, explica o compromisso da 3M em manter uma população vulnerável segura em seu acesso à educação.

“Estamos fazendo parcerias com professores, estudantes, pais, ONGs locais e também com governos para não apenas fazer desta uma campanha de marca, mas também para fazer deste um compromisso que deixará um futuro melhor para as crianças ao redor do mundo. Ao aumentar a conscientização sobre as questões de segurança da zona escolar, teremos mais sucesso em ajudar a melhorar os padrões de segurança da zona escolar”

Área Escolar Segura
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Como a Mostra de Ciências e Tecnologia da 3M inspira estudantes, forma professores e transforma escolas

Alunos vencedores de um dos prêmios da Mostra de Ciências com a criação de uma bucha biodegradável

Embora haja mais de 15 mil pessoas com deficiência em Hortolândia, no interior paulista, não é comum encontrá-las praticando atividade física. Por isso, três alunos do Sesi 437 Centro Educacional e da Escola Senai Roberto Mange criaram a plataforma Adápptei: Adaptar para Incluir, que traz informações sobre modalidades adaptadas, bem como meios de transporte e locais para a prática esportiva no município.

A partir da coroa e das fibras da casca do abacaxi, um grupo de alunos da Escola Técnica Estadual Professor Doutor José Dagnoni, de Santa Bárbara d’Oeste, também no interior de São Paulo, criou uma bucha vegetal biodegradável.

Para minimizar o problema de quem tem dificuldade de acesso à internet para assistir videoaulas, uma estudante do Colégio Técnico da cidade de Campinas desenvolveu um software que transforma o conteúdo em um PDF compacto, a partir de sua transcrição e análise.

Esses e outros 18 projetos, todos pensados, prototipados e desenvolvidos por alunos de escolas públicas do Estado de São Paulo, foram premiados na 9ª Mostra de Ciências e Tecnologia do Instituto 3M, que aconteceu de 8 a 13 de novembro de forma virtual.

Setenta voluntários da 3M avaliaram 103 projetos de 35 escolas localizadas em 13 cidades diferentes. O Desafio de Inovação também reconheceu quatro professores que cursaram o Programa de Formação para a Prática das Ciências na Educação Básica.

O curso, que tem 120 horas e dura um ano, capacita professores para a prática das ciências e para a orientação de projetos investigativos realizados por estudantes.

Além disso, no encerramento da Mostra, foram anunciadas as três vencedoras do Escola Pioneira, um edital que tem como objetivo incentivar o desenvolvimento e a disseminação de práticas educativas de sucesso por meio de projetos investigativos de ciências (veja aqui o evento todo).

A cereja do bolo: o reconhecimento oferece R$ 30 mil a cada vencedor, para que a escola aprimore e continue a incentivar projetos de ciências.

Este ano, as premiadas foram a Escola Técnica Estadual ETEC Ferrúcio Humberto Gazzetta, de Nova Odessa; a Escola Estadual Doutor Cesário Coimbra, de Araras, e o Centro Municipal de Ensino Profissionalizante Osmar Passarelli Silveira, de Paulínia, todas no interior do estado.

O ano que superou o ano da superação

Para Liliane Moura, supervisora de Projetos Sociais do Instituto 3M, se a Mostra de Ciências e Tecnologia de 2020 a surpreendeu pela superação dos alunos em um ano de pandemia, esta nova edição a superou.

“Foram dois anos absolutamente difíceis para todo mundo. A educação foi muito atingida, o país regrediu em diversos índices, houve muita evasão escolar e muitos alunos não conseguiram nem fazer o básico, que era ter acesso às aulas”, afirma ela.

“E dentro da Mostra 3M, estamos falando de projetos que não são obrigatórios, onde os professores orientaram porque quiseram, as escolas apoiaram porque viram valor e os alunos desenvolveram porque se sentiram inspirados e motivados.”

Segundo ela, ter 103 projetos finalistas representa a vontade da nova geração de mudar o mundo para melhor, de usar a ciência para transformar realidades.

“No cenário de pandemia, esses alunos estão interessados não apenas em achar alguma coisa que os incomoda, em analisar isso em profundidade e propor solução, mas eles também enxergam a ciência como esperança de deixar um legado para um mundo melhor.”

Entre os projetos finalistas, muitos contemplam a sustentabilidade (como o da bucha vegetal dos alunos de Santa Bárbara) e a prevenção à violência ou à desigualdade (a exemplo dos outros dois que abrem esta reportagem).

Ao longo de 9 edições, a Mostra já impactou mais de 1.600 estudantes e 700 professores.

Escola pioneira: ninguém faz nada sozinho

O Projeto Desafio de Inovação tem como objetivo a formação de professores para a prática das ciências e a orientação de projetos investigativos realizados por estudantes da educação básica.

“O Desafio tenta olhar pra todo mundo que está envolvido com a ciência na educação: a gestão escolar, os professores e os alunos”, explica Liliane.

“Mesmo sendo os alunos os protagonistas – são eles que têm as ideias, desenvolvem os projetos e os apresentam –, eles precisam da base do professor para isso, senão não conseguem construir. Precisam de metodologia, de pesquisa, de rotina, disciplina, foco, processo, e isso quem dá é o professor”, continua.

E, afirma Liliane, para o professor poder trabalhar e ter essa liberdade de orientar projetos fora do horário de sala de aula, ele precisa ter o respaldo da gestão.

“É preciso, portanto, que a escola seja pioneira e tenha seu foco em inovação para que os alunos se engajem, para que os professores trabalhem com essa possibilidade.”

Cada uma das vencedoras do Escola Pioneira leva R$ 30 mil – até 2020 eram R$ 20 mil. “Muito por causa do que vimos na pandemia, dessa dificuldade de acesso ao laboratório, de ter equipamentos mais atualizados, o valor aumentou e conseguimos incluir uma escola a mais.”

As três escolas têm professores que fizeram a Formação durante o ano todo. “Então estamos falando de diretores e coordenadores pedagógicos que acreditam em investir em ciência, e que designaram seus professores para estudar sobre isso e para ter base para orientar os projetos dos alunos.”

Equipamentos para o laboratório de física e espaço maker

Em 2020, a EE Doutor Cesário Coimbra começou a fazer parte do Programa de Ensino Integral (PEI) do governo de São Paulo. Assim, a carga horária da instituição de ensino médio passou a ser de nove horas diárias.

“Nesse modelo, em vez de ter apenas aula teórica de física, por exemplo, o aluno tem também atividades práticas”, diz o professor Henrique Rebellato Neto. “A mesma coisa com química, biologia e matemática.”

Uma das grandes motivações para levar o PEI para a escola era, segundo o professor, a possibilidade de oferecer atividades práticas.

“Queríamos criar uma cultura de aluno investigador, que conhece como a ciência é feita. Tínhamos vontade, mas dificuldade – e sabíamos que podíamos melhorar.”

A escola conta com um laboratório de química e um de biologia que começou a ser bastante frequentado pelos alunos à procura de pesquisas e experimentos. Há na Doutor Cesário também um espaço para um laboratório de física, que está vazio.

“Agora, com o recurso da 3M, vamos conseguir equipar nosso laboratório de física e construir o espaço maker. Já temos as salas, mas não os equipamentos.”

Segundo o professor, o aluno vai ter à disposição instrumentos com sensores e possibilidades de experimentos que permitam que eles observem fenômenos, analisem dados, organizem esses dados em tabelas e gráficos, façam previsões e levantem hipóteses.

“Hoje, o aluno que faz iniciação científica é o que está na elite, que está no topo. Ele desenvolve habilidades de várias áreas do conhecimento ao mesmo tempo”, afirma Henrique.

“Acreditamos que a escola pública pode oferecer um ensino de qualidade e competitivo, para que o aluno seja autônomo, protagonista”, diz ele.

“Esta é a palavra-chave: protagonismo. Não queremos aquele modelo de aula em que só o professor fala, é detentor do conhecimento e o aluno fica sentado recebendo as informações para depois reproduzí-las em uma prova. A gente inverte esse papel: o aluno investiga, desenvolve projetos, é dono da construção de seu conhecimento.”

O sonho de ter um laboratório multidisciplinar

O Centro Municipal de Ensino Profissionalizante Osmar Passarelli Silveira nasceu da necessidade da comunidade da cidade de Paulínia de ter um espaço educacional voltado para a formação profissional e técnica de seus jovens.

Ao longo do tempo, afirma Rita Carvalho, professora de Apoio à Direção do CEMEP, ele passou a ser um centro de formação voltado à tecnologia e ciência. “O CEMEP sempre enxergou na ciência o caminho para construir o conhecimento e buscar a verdade, desconstruindo falsas premissas e ideologias”, diz Rita.

A pesquisa sempre fez parte da metodologia ativa de trabalho. “A atividade científica ocorria não somente nas aulas de informática, mas nas do ensino médio, principalmente nas atividades das ciências da natureza, mas também nas de ciências humanas”, conta.

Rita cita como exemplo um aluno que conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e outro que recebeu a medalha na Olimpíada Nacional em História do Brasil.

Para a professora, o reconhecimento do Desafio de Inovação é a coroação de um trabalho de dois anos. “Um trabalho que nasce com a Formação para a Prática das Ciências que realizei”, afirma.

O CEMEP sabe exatamente o que vai fazer com o prêmio. “Ele é a possibilidade de concretizarmos um sonho de termos um laboratório multidisciplinar, de STEM/Robótica, na escola”, afirma a professora.

“Se a escola tivesse um espaço organizado para o desenvolvimento de mais pesquisas, de outros protótipos, projetos de engenharia e de ciências, as pesquisas poderiam ter desenvolvimento mais aprofundado”, acredita.

“Assim, o prêmio vai ajudar a escola a ter esse espaço e nos permitirá desenvolver ainda mais projetos de iniciação, mais propostas de trabalho multidisciplinares, envolvendo as diversas áreas do conhecimento para além de tecnologia da informação e robótica, como as áreas da linguagem e das artes, das ciências, humanas e da natureza, matemática.”

Mas não é só isso. “O prêmio permitirá aos alunos desenvolverem-se cientistas, desenvolvedores, profissionais, mas, antes de tudo, cidadãos que ajudam e atuam na sociedade, a modificando, melhorando e transformando.”


Os caminhos para a transformação sustentável

A sede global da 3M, em St. Paul, Minnesota, abriga 30 laboratórios de pesquisa e edifícios e é totalmente alimentada por eletricidade renovável.

A menos que tenha passado uma temporada em Marte, é provável que você tenha ouvido a respeito da COP26. A sigla refere-se à 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, organizada entre 31 de outubro e 12 de novembro em Glasgow, na Escócia.

O tema das alterações climáticas é mais que urgente. Segundo dados do Climate Action Tracker, a projeção de aquecimento no planeta é de 4°C caso nada seja feito nos próximos 80 anos – o que inviabilizaria a vida como a levamos hoje.

A COP26 naturalmente tem forte relação com a economia. Aumenta a constatação de que os modelos econômicos precisam mudar rapidamente. Para dar um bom empurrão à mudança, esse entendimento já está orientando investidores a tomarem decisões baseadas em critérios sustentáveis e responsáveis.

Uma das definições da conferência está relacionada ao Artigo 6º do Acordo de Paris, assinado em 2015, pelo qual se pode definir um mercado regulado de carbono. Isso quer dizer que empresas e países podem comprar créditos de carbono para diminuir a contabilização de suas emissões de gases poluentes.

Esses créditos são as moedas do mercado de carbono – a cada tonelada de dióxido de carbono não emitida na atmosfera, gera-se um crédito de carbono.

“Dentro da pauta debatida pela COP26, é muito importante a questão sobre a regulamentação do mercado de carbono, sobre as metodologias de como essas medições serão feitas, de como são divididos os créditos de escopos 1, 2 e 3 entre a cadeia de valor”, afirma Marcelo Gandur, Head de Sustentabilidade da 3M no Brasil.

Com escopo 1, ele se refere às emissões diretas dos geradores, frota móvel, extintores e ar condicionado, por exemplo. Escopo 2 se relaciona às emissões indiretas de gases de efeito estufa provenientes da compra de energia elétrica consumida pela organização. O 3, a todas as outras emissões indiretas.

“Muitas empresas engajadas, incluindo nós da 3M, já definiram como meta de sustentabilidade a neutralização de emissões de carbono das operações até o ano de 2050”.

Marcelo Gandur, Head de Sustentabilidade da 3M no Brasil.

“A regulamentação de como os créditos serão compartilhados, as dúvidas técnicas de como são feitas as aferições, são diretrizes importantes para todas as empresas da iniciativa privada que assumiram o compromisso de neutralização das emissões de carbono nas próximas décadas.”

Como a 3M tem atuado para as questões climáticas

A 3M, empresa com base em pesquisa, desenvolvimento e inovação, vem estruturando seus esforços de sustentabilidade em torno de 3 pilares científicos. Um deles é justamente “Ciência para o Clima”.

Ela busca uma abordagem ampla para gerenciar seu impacto relativo ao consumo de energia, que inclui a avaliação do impacto de seus produtos, processos de manufatura, equipamentos, fábricas e áreas administrativas.

Em seu último Relatório Anual de Sustentabilidade (que pode ser lido na íntegra aqui), o CEO global da 3M Mike Roman afirma que a empresa está comprometida em acelerar suas iniciativas.

“Reduzimos nossas emissões de gases de efeito estufa em 71,1% nas últimas duas décadas e movemos 42,9% de nossas fábricas para o resíduo zero”.

Mike Roman, CEO global da 3M.

“Nossa sede global em St. Paul, Minnesota – que abriga 30 laboratórios de pesquisa e edifícios –, é totalmente alimentada por eletricidade renovável.”

Em 2020, os produtos da 3M também ajudaram os consumidores a evitarem 16,6 milhões de toneladas de emissões – o equivalente a tirar 3,6 milhões de carros das ruas.

O compromisso da 3M em tornar-se neutra em carbono em suas operações globais contempla a redução de 50% até 2030, de 80% até 2040 – até ser 100% neutro até 2050, usando 2019 como base).

Para isso, foi anunciado um plano de investimento de US$ 1 bilhão de dólares para os próximos 20 anos, que também serão aplicados na redução do uso de água em 25% até 2030 e diminuição do uso de plástico virgem de origem fóssil em 125 milhões de libras até 2025.

50%

2030

80%

2040

100%

2050

“A 3M tem a sustentabilidade como um dos valores centrais de sua atuação.”, afirma Marcelo Gandur.

“Desde que iniciei na empresa, há 30 anos, presenciei em vários momentos a adoção de políticas internas mais restritivas do que as políticas ambientais dos países em que atuamos.”diz.

Ele cita como exemplo do rigor da empresa a emissão de voláteis, inclusive na questão de composição química de produtos. “Nossas regras internas proíbem o uso de determinados compostos químicos que às vezes não são nem regulados em determinados países.”

Por que a sustentabilidade nunca anda sozinha

Segundo Gandur, a sustentabilidade traz consigo uma interdependência intrínseca de atuação em rede.

“Ela depende de todo o ciclo de vida do produto. Dificilmente uma ação única dentro de nossa esfera de operação tem impacto grande em sustentabilidade se não houver um olhar para toda a cadeia”, ele diz.

Presente na COP26, Gayle Schueller, Vice-Presidente Senior e Chief Sustainability Officer da 3M, anunciou a parceria da companhia com a UNFCCC (United Nations Framework Convention on Climate Change).

“Ao trabalhar com a UNFCCC e com sua rede de parceiros, podemos compartilhar nossas perspectivas bem como nossos desafios, enfatizando que não há uma abordagem única para endereçar a mudança climática e encorajando novos atores a se unirem a nossa rede para cooperar na direção de um futuro mais sustentável”.

Gayle Schueller, Vice-Presidente Senior e Chief Sustainability Officer da 3M.

Gandur afirma que enxerga três direcionadores da transformação sustentável. “O primeiro é a pressão do consumidor, da sociedade. À medida em que ela exige isso, as empresas reagem e oferecem soluções mais sustentáveis”.

O segundo é a tecnologia e o investimento em inovação. “Vou destacar, por exemplo, a biodegradabilidade, que é um passo de avanço tecnológico”, conta.

“Temos na 3M um compromisso muito grande com investimento em tecnologia e com a inovação voltada à sustentabilidade, termo que definimos como inovabilidade.”

O último ponto é a questão regulatória. “Desenhar políticas regulatórias que sejam favoráveis à sustentabilidade é um catalisador para que essas mudanças ocorram de forma mais rápida.”

Como ter sucesso em objetivos sustentáveis

Para Gandur, as empresas que têm sucesso real em iniciativas sustentáveis são aquelas que desdobram suas metas na atuação de cada uma das áreas da companhia.

“Quando falamos em redução dos gases do efeito estufa, claro que a operação da empresa tem um impacto enorme nas emissões”, ele explica.

“Contudo, se essa meta é desdobrada para os negócios da empresa, de forma que ela priorize a comercialização de produtos que tenham atributos relacionados à emissão de gases como atributo de venda, essa meta passa a ter maior significado corporativo.”

“Conforme conseguimos desdobrar uma métrica que é corporativa nos mais diversos departamentos de atuação de uma corporação, maior é o sucesso de transformação e de encontro de soluções que sejam mais sustentáveis para essa empresa.”

O 3P da 3M e o compromisso em relação a novos produtos

Em 1975, a 3M lançou um programa pioneiro em sustentabilidade chamado Pollution Prevention Pays – ou, em português, prevenção à poluição se paga.

Chamado de 3P, ele prevê que qualquer funcionário de qualquer área possa ter uma ideia e iniciar um projeto relacionado à prevenção da poluição.

“De 2015 a 2021, a 3M já reduziu, através de projetos 3P, a quantidade de materiais enviados a aterro de cerca de 10% em relação às nossas vendas indexadas”, exemplifica Gandur.

“Também reduzimos nosso resíduo gerado, indexado às vendas, em 31% desde 2005 em função de vários projetos globais da iniciativa do programa 3P.”

O banco que controla os projetos, afirma o Head de Sustentabilidade, tem registro de mais de 15 mil iniciativas 3P, que preveniram que cerca de 2,5 milhões de poluentes fossem emitidos e economizaram 2,2 bilhões de dólares em todo o mundo.

Ainda apontando conquistas da 3M, Gandur destaca, nas operações da empresa, uma redução de 30,4% de envio de materiais a aterros. Ou seja, 56 sites de manufatura da empresa trabalham hoje com zero aterro.

“Destaco também, relativo às nossas operações, a redução até a data de 50% das nossas emissões de gases efeito estufa escopo 1. Os de escopo 2 estamos em 63,7%, superando a meta.”

Outro motivo de orgulho, agora em relação aos produtos da 3M, é o compromisso assumido em 2019 de atrelar sempre um atributo de sustentabilidade ao lançamento de qualquer novo produto.

“Esse é um olhar para toda a cadeia de valor”, explica. “Quando falamos em identificar um atributo, ele pode estar intrinsecamente no produto, mas pode estar na origem da matéria-prima, na forma como o produto é processado na 3M, ou associado ao fato de desempenhar sua função com uso de menos recursos materiais”, enumera.

“O atributo pode estar associado também ao fim do ciclo de vida útil do produto, quando ele é biodegradável por exemplo, ou estar relacionado a um programa de logística reversa, que traz esse material reciclado de novo para o ciclo produtivo, reforçando o conceito de economia circular.”


TrendSeekers: Cidades inteligentes para o desenvolvimento urbano sustentável

TrendSeekers | Episódio 3

Estima-se que em 2100 haverá 11 bilhões de pessoas no planeta, e mais de 2⁄3 dessa população mundial estarão agrupados em cidades. Essa projeção nos apresenta um desafio atual e urgente: é preciso transformar as cidades em dispositivos inteligentes que representem uma solução para o problema do desenvolvimento sustentável, e não apenas uma causa, principalmente na América Latina, a região mais urbanizada do mundo. Em nossa região, 289 cidades concentram 95% do PIB da região e 60 milhões de pessoas mudam a cada ano para um centro urbano.

As cidades são atualmente uma fonte de oportunidades, recursos e representam o nosso impulso de rebanho mais primitivo, mas, ao mesmo tempo, correm o risco de sucumbir aos desafios cada vez mais desafiadores da industrialização e do crescimento populacional. Nesta nova edição do TrendSeekers, contamos a vocês a oportunidade que as cidades têm de se tornarem instrumentos de promoção do desenvolvimento sustentável, aliado à qualidade de vida e bem-estar de seus habitantes, configurando-se como organismos inteligentes com o auxílio da tecnologia e da inovação.

Juan José é economista, advogado e empresário de tecnologia com foco em Cidades Inteligentes e Desenvolvimento Urbano. Cofundador e CEO da Vikua, empresa que reúne as indústrias GovTech e UrbanTech para gerar um impacto positivo em ambientes urbanos.

Em 2018 foi eleito “Jovem Líder Global” e também membro do “Global Future Council in Cities” e do “Global Future Council on Entrepreneurship” do Fórum Económico Mundial. Embaixador da Venezuela no “One Young World”.

Membro do Conselho de Administração da Global Shapers Foundation 2019-2022, Alumni Global Shaper do Caracas Hub e membro do Conselho de Administração da Associação de Jovens Empreendedores da Venezuela (AJE Venezuela). Ex-membro do Conselho Consultivo da Iniciativa para o Futuro do Desenvolvimento Urbano do Banco Mundial e representante venezuelano da White House Emerging Entrepreneurs Initiative e do Global Entrepreneurship Summit 2018 em Hyderabad, Índia.

“As cidades não criam pobreza, elas atraem indivíduos em busca de melhores oportunidades.”

“O mito de que a infraestrutura deveria nos dividir foi quebrado. Arquitetura, espaço público e infraestrutura de mobilidade devem servir, antes de tudo, para nos aproximar.”


Juan Jose Pocaterra | Empresário, Young Global Leader 2018 WEF, Cofundador e @ViKua_

Questões adicionais:

Que outros exemplos de economia compartilhada urbana você poderia mencionar?

Um grande exemplo é o Streetbank, em Londres, onde fazem parte mais de 60.000 moradores, que decidiram criar redes sociais com raízes locais. Não é um banco, é um sistema que permite compartilhar e trocar tudo o que você possa imaginar com quem compartilha o mesmo CEP. O critério é a proximidade, embora a “moeda” seja a generosidade.

As pessoas, a princípio, se inscrevem no Streetbank para economizar dinheiro, mas aos poucos vai se criando um senso de comunidade, pois além de conhecer os vizinhos, passa-se a confiar neles. O objetivo dessa iniciativa é facilitar a generosidade entre os vizinhos e tornar os bairros mais agradáveis ​​para se viver.

Como os dados analíticos urbanos classificados podem ser coletados e processados para gerar melhores serviços urbanos?

A quantidade e a variedade de dados que podem ser coletados e processados são enormes. Algumas formas de classificar os dados são, por exemplo, de acordo com a sua propriedade: há dados que são propriedade dos cidadãos, outros do governo e outros que são abertos e de domínio público e propriedade partilhada.

Outros dados vêm de sensores em espaços públicos, de procedimentos da administração do Estado, de transações econômicas e de consumo do cidadão. desenvolvimento Econômico.

Você menciona o Metrocable de Medellín como uma iniciativa modelo de reaproximação urbana. Que outros exemplos como este temos na América Latina?

Nas últimas décadas, muitos projetos foram desenvolvidos em diferentes países da América Latina com o objetivo de otimizar o acesso aos serviços urbanos e transformar as cidades em fontes eqüitativas de oportunidades e qualidade de vida para todos e todos os seus habitantes.

Alguns deles são, por exemplo e também em Medellín, a Biblioteca España, uma concentração de investimento em infraestrutura para o desenvolvimento cultural em uma área vulnerável da periferia. Outro exemplo é o programa público “Quero meu bairro” no Chile, onde se desenvolveram ciclos de intervenção para infraestrutura comunitária e tecido social em bairros de todo o território nacional, em coordenação com os governos locais e com forte componente de participação cidadã. Ainda em Quito, temos o Plano de Reabilitação da Baixa, um caso emblemático de reabilitação de infraestruturas e espaços públicos de valor patrimonial para a revitalização do centro da cidade. Finalmente, no México, foi criado o “Claribot”, um aplicativo que usa inteligência artificial para gerar interações com os cidadãos que facilitam o pagamento, consulta, relatórios e educação sobre serviços como água potável e outros.

Recomendações de Juan José para se aprofundar e se divertir:

O livro “O Triunfo da Cidade”, de Edward Glaeser. A bíblia para quem vê a cidade como solução e não como problema. Explica como as cidades fazem parte do nosso DNA e os números que apóiam a contribuição da migração urbana para a sociedade global.

O podcast “Masters of Scale”. Feito por Reid Hoffmann, autor de Blitzscaling, um dos meus livros favoritos. Junto com empresários famosos, eles explicam a importância de entender as velocidades com que os mercados se movem, a inovação e as mudanças decorrentes da tecnologia.

O filme “Minority Report”. Lançado em 2002 e dirigido por Steven Spielberg, antecipa muitas mudanças que vimos acontecer na segunda década do Século XXI. Ele exemplifica como a tecnologia pode impactar positivamente a vida das pessoas, mas também pode ser usada para reduzir as liberdades e distorcer a realidade.

A palestra TED: “Como proteger as cidades de rápido crescimento do fracasso” por Robert Muggah. Ilustra os desafios que enfrentamos devido às mudanças que vêm sendo impulsionadas pela cidade, mostrando as oportunidades de fazermos transformações no nosso estilo de vida e na forma de planejar os ambientes urbanos.

Alguns fatos interessantes:

75 áreas metropolitanas agrupam 41% da população da América Latina. (Fuente: statista.com)

57 das 443 cidades emergentes do mundo estão na América Latina. (Fuente: publications.iadb.org)

242 cidades emergentes na América Latina contribuem com 30% do PIB latino-americano. (Fuente: publications.iadb.org)

Mais de 90% dos casos de Covid-19 em todo o mundo ocorrem em áreas urbanas. (Fuente: un.org)

Episódio 4.
O novo paradigma: O impacto da pandemia em nossa vida pessoal e profissional

Com Gina Jaramillo e Juan Pablo Velásquez você descobrirá o que a pandemia está nos deixando e o que as coisas do mundo virtual estão aqui para ficar.

Assistir ao Episódio 4